Quinta, 05 de maio de 2011, 12h33
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Esportes / COPA 2014

Ministro promete que Brasil mudará percepção sobre obras da Copa

As obras dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo de 2014, marcadas por atrasos e críticas recentes da Fifa, vão acelerar o ritmo até 2012 e darão cara nova à preparação do Brasil, afirmou nesta quinta-feira o ministro do Esporte, Orlando Silva.

A maior parte dos 12 estádios do Mundial já sofreu aumento de custos e problemas de atrasos nas obras de reforma ou construção. O caso mais emblemático é em São Paulo, onde a arena a ser construída pelo Corinthians ainda nem saiu do papel a três anos da Copa do Mundo.

"A Fifa tem acompanhado sistematicamente a preparação do Brasil e sabe do esforço que o país faz para cumprir todas as exigências", disse Orlando Silva em entrevista à Radiobrás.

"Acredito que na virada de 2011 para 2012 a percepção sobre a preparação do Brasil vai mudar, porque o estágio da preparação dos estádios será muito diferente. Estou muito confiante nessa virada", acrescentou o ministro, quando questionado sobre o andamento das obras do país para o Mundial.

Além de São Paulo, o estádio de Natal também está bastante atrasado, enquanto o Maracanã - provável palco da final - teve o custo de sua reforma ampliado de R$ 705 milhões iniciais para mais de R$ 1 bilhão depois que foi descoberto um problema estrutural na cobertura, que precisará ser demolida.

Os constantes problemas nos estádios levaram o presidente da Fifa, Joseph Blatter, a fazer um alerta quanto aos preparativos do país em março, apesar de o dirigente suíço ter afirmado no fim de semana que tem confiança que o Brasil realizará uma grande Copa do Mundo.

O ministro voltou a afirmar que a decisão da presidente Dilma Rousseff de realizar concessões à iniciativa privada para reformar e ampliar aeroportos que serão utilizados na Copa do Mundo foi bem recebida pela federação internacional, que também já tinha feito críticas ao setor.

Segundo o ministro, ainda serão realizados investimentos de RS 700 milhões em portos de cidades-sede do Mundial para receber passageiros e cruzeiros marítimos como uma alternativa aos terminais aéreos.

"São R$ 700 milhões de investimentos focados em terminais de passageiros. Com esses investimentos, teremos terminais turísticos adequados para a Copa do Mundo", afirmou.

O ministro apontou para aproximadamente R$ 47 bilhões o total de investimentos públicos e privados a ser realizado em projetos ligados à Copa do Mundo, desde obras de estádios e aeroportos, incluindo as áreas saúde, segurança, habitação e capacitação profissional.

Para a área de segurança, Orlando Silva disse que o Ministério da Justiça deve criar uma secretaria especial para o planejamento de segurança da Copa, com apoio das Forças Armadas, polícias e órgãos de inteligência do Brasil e do exterior.


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