Quarta, 15 de agosto de 2018, 13h52
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Índice de infestação cai, mas alerta para Aedes continua

De janeiro a 10 de agosto de 2018 foram registrados 10.118 casos de chikungunya, 1.637 casos de dengue e notificações por zika vírus 88

O Levantamento de Índice Rápido para Aedes Aegypti (LIRAa), realizado pela Secretaria de Saúde de Várzea Grande (SMS-VG), entre os dias 04 e 08 de julho, apresentou um índice de infestação predial de 4.0%. Este percentual foi menor do que o registrado em janeiro, que foi de 6.1%.

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN), de janeiro a 10 de agosto de 2018 foram registrados 10.118 casos de chikungunya , 1.637casos de dengue e notificações por zika vírus 88.

As ações de combate ao mosquito que foram desencadeadas pela Força Tarefa na limpeza de córregos, retiradas de bolsões de lixo acumulado e notificações de proprietários de terrenos baldios ou fechados, contribuíram consideravelmente para a baixa na infestação do mosquito em Várzea Grande, além da aplicação do fumacê e campanha de conscientização.

O secretário de Saúde, Diógenes Marcondes, atribui essa diminuição as frequentes ações de combate e orientação realizadas pelas equipes de controle de endemias da Vigilância Sanitária do município, e também à conscientização da população em relação ao seu papel no controle do mosquito. “Os agentes realizaram de maneira frequente visitas de casa em casa, além de operações e o uso dos carros fumacê em todos os bairros, principalmente nas regiões de risco da epidemia do mosquito”.
Diógenes disse ainda, que o resultado do primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRA) do ano, apresentou um índice de 6.1%, considerado de risco, sendo que o máximo tolerável seria de 3.99%, o que significa que já estamos praticamente fora de risco de qualquer epidemia, com o novo resultado de 4.0%.

“É resultado de muito trabalho. Os dados apresentados no primeiro Lira deixou Várzea Grande em alerta, o que nos fez mudar toda a estratégia de atuação, além das ações de rotina, passamos a utilizar também o controle químico nas suas várias técnicas, nebulização aérea (fumacê), costal, e casa em casa. O Ministério da Saúde e a Saúde do Estado nos deram total apoio durante todo trabalho executado de forma intensa e chegamos a um resultado considerado satisfatório, porém continuamos em estado de alerta visto que, e um trabalho diário e contínuo tanto por parte da Saúde Municipal quando da população que deve eliminar criadouros do mosquito em suas residências e locais de trabalho”.

Com a redução dos criadouros, o impacto nos números de casos confirmados de dengue, zika e chikungunya foram imediatos, segundo a Vigilância Sanitária. Outra medida de reforço foi a Operação “Todos Unidos: Várzea Grande contra a Dengue”, que passou um pente fino nos bairros da cidade. Os trabalhos foram iniciados no bairro Parque do Lago, região do grande Cristo Rei, bairro apontado com alto índice de incidência do mosquito.

A varredura que contou com participação de vários agentes de endemias fazendo vistoria casa em casa, contou ainda com o apoio das secretarias de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, de Viação, Obras e Urbanismo, Meio Ambiente, das equipes da Administração Regional do Cristo Rei e do Departamento de Água e Esgoto (DAE), além é claro, da secretaria de Saúde. A operação foi divida em quatro etapas, tendo como prioridade as regiões com os maiores dados de criadouros do mosquito. Ao fim de todo o trabalho realizado, e as vistorias feitas, o trabalho se repetiu em toda as regiões, concluindo assim duas fases de atuação,a fim garantir o combate ao vetor do Aedes Aegypti.

O Lira tem o objetivo de identificar as áreas da cidade com maior proporção de focos do mosquito e os tipos de criadouros predominantes para o Aedes Aegypti, principal transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Essas informações possibilitam as equipes intensificar as ações nos locais com maior presença do mosquito.

Apesar das orientações realizadas nos bairros pelos agentes de endemia, o lixo, os recipientes plásticos, latas, sucatas e entulhos continuam sendo o local predominante como criadouros do Aedes, cerca de 60% das larvas do mosquito foram encontradas neste tipo de depósitos.

“O trabalho dos agentes de controle nos bairros continua a todo vapor. As visitas são feitas com foco no combate e prevenção, os moradores recebem orientação e é feita a vistoria e limpeza nos terrenos. É necessário que todos os várzea-grandenses se unam na luta contra o mosquito”, disse a gerente de Vigilância Epidemiológica de Várzea Grande, Relva Cristina Teixeira.



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