Quarta, 11 de outubro de 2017, 15h24
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Judiciário / grampos ilegais

Perri determina transferência de Lesco para Rotam e Jarbas para Polinter

De acordo com a determinação, Lesco deve ser remanejado para o Batalhão da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), saindo somente em horários de refeições, banho de sol e visitas

O desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando de Almeida Perri, determinou a transferência do ex-chefe da Casa Militar, coronel da Polícia Militar Evandro Lesco, do sargento João Ricardo Soler e do ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, presos na Operação Esdras.

 

De acordo com a determinação, Lesco deve ser remanejado para o Batalhão da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), saindo somente em horários de refeições, banho de sol e visitas.

 

Já o sargento Soler, que está detido no Batalhão da Rotam, deve ser levado para o 4ª Batalhão da Polícia Militar em Várzea Grande.

 

O magistrado determinou, ainda, que o delegado Jarbas seja transferido para a sede da Polinter.

 

Além dos três, foram presos na Operação Esdras, o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira Junior,  esposa de Lesco, Helen Christy Lesco e o major da PM Michel Ferronato.

 

O empresário José Marilson da Silva também foi detido, mas já se encontra em liberdade.


Além das prisões, Perri também mandou cumprir buscas e apreensões nas residências dos acusados.


Durante a operação, ainda houve o cumprimento de condução coercitiva contra o corregedor-geral da PM, coronel Carlos Eduardo Pinheiro da Silva e fixação de medidas cautelares ao advogado Marciano Xavier.


Demais presos


Ainda se encontram presos o coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson. As prisões foram decretadas pelo juiz Marcos Faleiros.

 

Grampos ilegais

 

As investigações dos grampos ilegais no Tribunal de Justiça foram instauradas a partir de uma notícia/crime interposta pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT), após vir à tona uma denúncia do então secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, a Procuradoria-Geral da República, dando conta de que o governador Pedro Taques tinha conhecimento do caso e nada fez.

 

Mauro Zaque denunciou que jornalista, juízes, advogados e parlamentares teriam sido monitorados de forma ilegal.

 

O caso foi distribuído ao desembargador Orlando Perri, que quando da instauração da apuração dos fatos, enviou a representação a Procuradoria-Geral de Justiça.

 

Ele incluiu também a OAB-MT como interessante/noticiante aos autos, autorizando o acompanhamento das investigações e requerimento de diligências para a elucidação dos fatos criminosos.



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