Domingo, 30 de dezembro de 2018, 09h32
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Judiciário / ALVOS DA “SANGRIA”

Presos por fraudes na Saúde, ex-secretário e empresário conseguem liberdade

A decisão acatou pedido da defesa dos acusados, que pediu a extensão do habeas corpus que soltou o médico Luciano Correa Ribeiro, que também foi alvo da operação

A desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mandou libertar o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correa, e o empresário Fábio Liberali Weissheimer.

Eles foram presos no último dia 18, durante a segunda fase da Operação Sangria, que apura supostas fraudes em licitações para beneficiar empresas da área de prestação de serviços médicos em contratos com a Secretaria Municipal de Saúde e com o Estado de Mato Grosso.

A decisão acatou pedido da defesa dos acusados, que pediu a extensão do habeas corpus que soltou o médico Luciano Correa Ribeiro, também foi alvo da operação.

Em liberdade, os acusados não podem manter contato com outros suspeitos e com testemunhas do caso; estão impedidos de comparecer às sedes das empresas envolvidas e das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde; devem comparecer aos atos processuais e estão proibidos de sair de Cuiabá sem autorização da Justiça.

Operação Sangria

Além de Huark, Fábio e Luciano, foram presos durante a operação: Celita Natalina Liberalli, Adriano Luiz Sousa, Kedna Iracema Fonteneli Servo e Flávio Alexandre Taques da Silva.

Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Marcos Faleiros, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que também determinou o cumprimento de buscas e apreensões contra os suspeitos.

A investigação apura fraudes em licitação, organização criminosa e corrupção ativa e passiva, referente a condutas criminosas praticadas por médicos/administrador de empresa, funcionários públicos e outros, tendo como objeto lesão ao erário público, vinculados a Secretaria de Estado de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, através de contratos celebrados com as empresas usadas pela organização, em especial, a Proclin e a Qualycare.

Segundo a apuração, a organização mantinha influência dentro da administração pública, no sentido de desclassificar concorrentes, para que ao final apenas empresas pertencente a eles (Proclin/Qualycare) possam atuar livremente no mercado, “fazendo o que bem entender, sem serem incomodados, em total prejuízo a população mais carente que depende da saúde pública para sobreviver”.

A investigação demonstra que a organização criminosa chefiada por médicos está deteriorando a saúde pública de Cuiabá e do Estado de Mato Grosso. Levantamento feito pela Central de Regulação de Cuiabá, em 2017, aponta que 1.046 pessoas aguardavam por uma cirurgia cardíaca de urgência e outras 390 por um procedimento cardíaco eletivo.



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