Segunda, 18 de junho de 2018, 09h59
Tamanho do texto A- A+


Opinião

As escolhas e os ciclos

Não sou candidato, mas sou agora um eleitor mais preparado do que antes e sei que a continuidade na gestão pública traz benefícios

modesto-artigo.jpg

Tudo em nossa vida são resultados de nossas escolhas e cada escolha gera um novo ciclo. Estes ciclos podem ser curtos ou longos, depende muito do tamanho do desafio que você escolhe para sua vida. Escolhi trabalhar no governo Estadual para poder compreender melhor a máquina pública mas principalmente porque o convite veio de alguém que passei a conhecer melhor e admirar.

Alguém que escolheu em certo ponto da sua trajetória, onde apesar da responsabilidade e carga de trabalho que tinha, conquistou algo que todos nós buscamos, a tranquilidade, resolveu mudar a sua vida radicalmente, enveredando para uma nova carreira, a chamada “carreira pública”. Muitas pessoas optam por esta carreira, mas nem todos têm o preparo para ser um executivo público.

Muitos possuem o dom da velha política, a arte de negociar, de inventar soluções, de prometer o impossível, mesmo que não seja obrigatório ao eleitor, detalhar o plano para o alcance de metas tão mirabolantes. E uma das velhas e mais habituais estratégicas em um ambiente atual tanto hostil, onde a política foi criminalizada e judicializada pelos órgãos de controle e judiciário, e hostilizada pelo cidadão que já não aguenta mais sofrer com a desigualdade, é a famosa arte da desconstrução. A arte de apenas apontar os erros de quem ousou se doar em um mandato “maldito”.

Sim, maldito porque para qualquer gestor que chegasse, não seria possível imaginar os impactos nefastos no futuro das contas públicas, entranhados nos esquemas praticados e hoje confessados pelo governo passado. Soma-se a isso um impeachment presidencial e uma crise nacional nunca vivida na últimas décadas.

Como cidadão já me cansei dos oportunistas de plantão, dos candidatos sem proposta, daqueles que se declaram salvadores e mais preparados para o desafio de encarar um governo sem nem ao mesmo fazer propostas e se aproveitam da insatisfação do povo brasileiro em todos os cantos do Brasil para apenas criticar por criticar.

Como Secretario faço parte de uma equipe que também fez escolhas. Escolheu acompanhar um novo gestor, diferenciado sim, por ser acima da média em seu conhecimento jurídico, algo que considero vital e deveria ser critério para habitação nessa “careira”.

Mas não só o conhecimento jurídico, afinal é preciso saber ser gestor, e aí entram a sua própria capacidade e as escolhas para formação de um time. Escolhas que buscam encontrar para cada área pessoas com as competências necessárias para desenvolvimento da sua liderança a frente de uma pasta.

Conhecimento juridico, capacidade de gestão e obviamente entender e saber fazer política, dialogando e sabendo enfrentar as dificuldades, sendo a principal a financeira, a falta de liquidez e o peso da máquina! Controlar gastos, cortar despesas, aumentar as receitas e manter entregas não foi e não será uma tarefa simples.

Após 3 anos, 5 meses e 15 dias nesse processo eu vivi tudo isso.

Segui o plano de governo naquilo que me competia a frente da Gestão, mas abracei problemas em diversas outras áreas. Vi dificuldades mas acima de tudo realizei e colaborei com muitas entregas.

Tenho certeza que tudo o que houve de avanço será posto à mesa para o cidadão. Em todo o Estado muito foi feito mas em tempos de crise o muito parece pouco e o que cresce são as críticas oportunistas que usam as mídias e as tribunas para apenas apontarem erros, fazerem ilações e denúncias sem fundamento, sem nem mesmo dizer, o que poderia ser feito de diferente.

Nesse meu tempo até agora, o que ficou claro é que na gestão pública, o problema é na verdade a “continuidade”. A cada novo ciclo, dependendo de quem chega, reinventa-se tudo. Muitos projetos são cancelados, jogados fora. É um recomeço eterno em cada novo ciclo.

Trabalho com servidores públicos, em sua grande maioria de carreira e eles já não aguentam mais vivenciar tantas mudanças, recomeçar tantos projetos. Somos um país pujante mas que joga muito dinheiro fora “recomeçando” o tempo todo.

Eu sempre dizia e ainda digo: o Governo passa mas as boas práticas precisam ser perenizadas. É preciso evitar retrocessos e desperdício do dinheiro público, com a quebra de continuidade e a reinvenção de novas práticas, o que para o cidadão significa obras paradas e projetos encerrados antes mesmo de serem entregues.

As ferramentas de planejamento público são perfeitas, elaboramos planos de longo prazo (PPA), orçamentos anuais (LDO e LOA), definimos Programas e Metas, a Lei ainda estabelece ferramentas de acompanhamento e principalmente e não menos importante, dar transparência a tudo isso para o cidadão. Mesmo assim, várias vezes o plano muda em razão de diversos fatores e nem sempre é possível seguir uma linha reta.

Na Gestão, por onde estive a maior parte do meu tempo nesse ciclo, poderia listar tudo o que fizemos e evoluímos, mas farei isso em outro momento, o que posso dizer de forma objetiva agora é que o servidor foi resgatado nesse processo, ele participa do processo de construção e de entrega, é conhecedor de avanços atuais e retrocessos de gestões passadas, mas sabe da importância da perpetuação das boas práticas conquistadas nesses três anos.

Na Casa Civil meu ciclo é menor, sendo essa uma nova jornada que aceitei para poder atuar com um governo que acredito e contribuir com gestão em uma área que diariamente trata problemas e ajuda nas soluções de todas as áreas de governo.

O aprendizado nesse pouco tempo ampliou minha visão e apesar da rotina diária de 14h diárias e finais de semana trabalhando, o prazer do desafio sempre me motivou.

Ser gestor público tem sido uma honra para mim. Dei o meu melhor. Fiz o meu melhor. Entrei nesse universo sem conhecê-lo, mas assumi o meu papel como cidadão. Me entreguei de corpo e alma.

Sacrifiquei meus pais ao não mais vê-los regularmente, sacrifiquei momentos importantes com a minha família e acabei me distanciando de muitos amigos, perdendo inclusive oportunidades de ao estar com eles em atividades esportivas, sacrificar a minha saúde.

Mas também ganhei novos amigos que levarei pra sempre, muitos desses mesmo estando fora estarão comigo sempre, pois algo que nunca abandonei foi a minha fé e minha participação na sociedade que busca o bem ao próximo. Hoje encerra-se um ciclo e começo um novo!

Aceitei um convite e retorno a inciativa privada mais experiente profissionalmente, mais maduro como ser humano e preparado para novos desafios.

Como conhecedor da máquina pública, estarei mais vigilante, mais observador e com certeza não aceitando mais a velha política! As trincheiras mudam mas os objetivos continuam, uma sociedade mais justa, menos desigual e um estado mais independente, afinal é aqui que me casei, que tive duas filhas, que fiz amigos e que fixei residência a 23 anos.

Não sou candidato, mas sou agora um eleitor mais preparado do que antes e sei que a continuidade na gestão pública traz benefícios. Deixo a Casa Civil com a sensação de missão cumprida, de um ciclo encerrado. Acredito no potencial desse governo, fiz parte dele até agora e tenho orgulho disso.

Encerro parte desse ciclo com gratidão pela confiança a mim depositada pelo Governador Pedro Taques que agora me tem como ex-secretário de seu governo mas como um eterno amigo para apoiá-lo em sua escolha incansável de ser um gestor publico que olha para todos e não apenas para alguns!

E a convite do Governador, continuo a jornada mantendo minha posição como Presidente do Conselho da Desenvolve MT, pois os ideais de transformação continuam e muitos desafios ainda existem para serem superados, até porque acredito na importância da continuidade.

JÚLIO MODESTO é secretário-chefe da Casa Civil

modesto-artigo.jpg

 

Tudo em nossa vida são resultados de nossas escolhas e cada escolha gera um novo ciclo. Estes ciclos podem ser curtos ou longos, depende muito do tamanho do desafio que você escolhe para sua vida. Escolhi trabalhar no governo Estadual para poder compreender melhor a máquina pública mas principalmente porque o convite veio de alguém que passei a conhecer melhor e admirar.

Alguém que escolheu em certo ponto da sua trajetória, onde apesar da responsabilidade e carga de trabalho que tinha, conquistou algo que todos nós buscamos, a tranquilidade, resolveu mudar a sua vida radicalmente, enveredando para uma nova carreira, a chamada “carreira pública”. Muitas pessoas optam por esta carreira, mas nem todos têm o preparo para ser um executivo público.

Muitos possuem o dom da velha política, a arte de negociar, de inventar soluções, de prometer o impossível, mesmo que não seja obrigatório ao eleitor, detalhar o plano para o alcance de metas tão mirabolantes. E uma das velhas e mais habituais estratégicas em um ambiente atual tanto hostil, onde a política foi criminalizada e judicializada pelos órgãos de controle e judiciário, e hostilizada pelo cidadão que já não aguenta mais sofrer com a desigualdade, é a famosa arte da desconstrução. A arte de apenas apontar os erros de quem ousou se doar em um mandato “maldito”. 

Sim, maldito porque para qualquer gestor que chegasse, não seria possível imaginar os  impactos nefastos no futuro das contas públicas, entranhados nos esquemas praticados e hoje confessados pelo governo passado. Soma-se a isso um impeachment presidencial e uma crise nacional nunca vivida na últimas décadas.

Como cidadão já me cansei dos oportunistas de plantão, dos candidatos sem proposta, daqueles que se declaram salvadores e mais preparados para o desafio de encarar um governo sem nem ao mesmo fazer propostas e se aproveitam da insatisfação do povo brasileiro em todos os cantos do Brasil para apenas criticar por criticar.

Como Secretario faço parte de uma equipe que também fez escolhas. Escolheu acompanhar um novo gestor, diferenciado sim, por ser acima da média em seu conhecimento jurídico, algo que considero vital e deveria ser critério para habitação nessa “careira”. 

Mas não só o conhecimento jurídico, afinal é preciso saber ser gestor, e aí entram a sua própria capacidade e as escolhas para formação de um time. Escolhas que buscam encontrar para cada área pessoas com as competências necessárias para desenvolvimento da sua liderança a frente de uma pasta.

Conhecimento juridico, capacidade de gestão e obviamente entender e saber fazer política, dialogando e sabendo enfrentar as dificuldades, sendo a principal a financeira, a falta de liquidez e o peso da máquina! Controlar gastos, cortar despesas, aumentar as receitas e manter entregas não foi e não será uma tarefa simples. 

Após 3 anos, 5 meses e 15 dias nesse processo eu vivi tudo isso.

Segui o plano de governo naquilo que me competia a frente da Gestão, mas abracei problemas em diversas outras áreas. Vi dificuldades mas acima de tudo realizei e colaborei com muitas entregas.

Tenho certeza que tudo o que houve de avanço será posto à mesa para o cidadão. Em todo o Estado muito foi feito mas em tempos de crise o muito parece pouco e o que cresce são as críticas oportunistas que usam as mídias e as tribunas para apenas apontarem erros, fazerem ilações e denúncias sem fundamento, sem nem mesmo dizer, o que poderia ser feito de diferente.

Nesse meu tempo até agora, o que ficou claro é que na gestão pública, o problema é na verdade a “continuidade”. A cada novo ciclo, dependendo de quem chega, reinventa-se tudo. Muitos projetos são cancelados, jogados fora. É um recomeço eterno em cada novo ciclo.

Trabalho com servidores públicos, em sua grande maioria de carreira e eles já não aguentam mais vivenciar tantas mudanças, recomeçar tantos projetos. Somos um país pujante mas que joga muito dinheiro fora “recomeçando” o tempo todo.

Eu sempre dizia e ainda digo: o Governo passa mas as boas práticas precisam ser perenizadas. É preciso evitar retrocessos e desperdício do dinheiro público, com a quebra de continuidade e a reinvenção de novas práticas, o que para o cidadão significa obras paradas e projetos encerrados antes mesmo de serem entregues.

As ferramentas de planejamento público são perfeitas, elaboramos planos de longo prazo (PPA), orçamentos anuais (LDO e LOA), definimos Programas e Metas, a Lei ainda estabelece ferramentas de acompanhamento e principalmente e não menos importante, dar transparência a tudo isso para o cidadão. Mesmo assim, várias vezes o plano muda em razão de diversos fatores e nem sempre é possível seguir uma linha reta.

Na Gestão, por onde estive a maior parte do meu tempo nesse ciclo, poderia listar tudo o que fizemos e evoluímos, mas farei isso em outro momento, o que posso dizer de forma objetiva agora é que o servidor foi resgatado nesse processo, ele participa do processo de construção e de entrega, é conhecedor de avanços atuais e retrocessos de gestões passadas, mas sabe da importância da perpetuação das boas práticas conquistadas nesses três anos.

Na Casa Civil meu ciclo é menor, sendo essa uma nova jornada que aceitei para poder atuar com um governo que acredito e contribuir com gestão em uma área que diariamente trata problemas e ajuda nas soluções de todas as áreas de governo.

O aprendizado nesse pouco tempo ampliou minha visão e apesar da rotina diária de 14h diárias e finais de semana trabalhando, o prazer do desafio sempre me motivou.

Ser gestor público tem sido uma honra para mim. Dei o meu melhor. Fiz o meu melhor. Entrei nesse universo sem conhecê-lo, mas assumi o meu papel como cidadão. Me entreguei de corpo e alma.

Sacrifiquei meus pais ao não mais vê-los regularmente, sacrifiquei momentos importantes com a minha família e acabei me distanciando de muitos amigos, perdendo inclusive oportunidades de ao estar com eles em atividades esportivas, sacrificar a minha saúde.

Mas também ganhei novos amigos que levarei pra sempre, muitos desses mesmo estando fora estarão comigo sempre, pois algo que nunca abandonei foi a minha fé e minha participação na sociedade que busca o bem ao próximo. Hoje encerra-se um ciclo e começo um novo!

Aceitei um convite e retorno a inciativa privada mais experiente profissionalmente, mais maduro como ser humano e preparado para novos desafios.

Como conhecedor da máquina pública, estarei mais vigilante, mais observador e com certeza não aceitando mais a velha política! As trincheiras mudam mas os objetivos continuam, uma sociedade mais justa, menos desigual e um estado mais independente, afinal é aqui que me casei, que tive duas filhas, que fiz amigos e que fixei residência a 23 anos.

Não sou candidato, mas sou agora um eleitor mais preparado do que antes e sei que a continuidade na gestão pública traz benefícios. Deixo a Casa Civil com a sensação de missão cumprida, de um ciclo encerrado. Acredito no potencial desse governo, fiz parte dele até agora e tenho orgulho disso.

Encerro parte desse ciclo com gratidão pela confiança a mim depositada pelo Governador Pedro Taques que agora me tem como ex-secretário de seu governo mas como um eterno amigo para apoiá-lo em sua escolha incansável de ser um gestor publico que olha para todos e não apenas para alguns!

E a convite do Governador, continuo a jornada mantendo minha posição como Presidente do Conselho da Desenvolve MT, pois os ideais de transformação continuam e muitos desafios ainda existem para serem superados, até porque acredito na importância da continuidade.

JÚLIO MODESTO é secretário-chefe da Casa Civil



AVALIE:
0
0
0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

FECHAR
Mato Grosso Notícias © 2018 - Todos os direitos reservados