Sábado, 26 de maio de 2018, 14h11
Tamanho do texto A- A+


Opinião

Um país, em estado de inércia!

O custo do transporte é parte fundamental na formação do preço dos bens, por isso a baixa qualidade da infraestrutura de transporte impacta diretamente na sociedade de forma geral

Após cinco dias de greve dos caminhoneiros, que fazem manifestações em 25 estados e no Distrito Federal. A mobilização dos caminhoneiros é contra a disparada dos preços do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017. Além de outros fatores que afetam diretamente os caminhoneiros, que diuturnamente colocam suas vidas em risco para abastecer o país; contando com um modal rodoviário arcaico e comprometido, pela falta de: logística, investimento e infraestrutura. No setor rodoviário de cargas, o caminhão é o principal meio de transportes, segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT), 61,1% de toda carga transportada no Brasil, usa o sistema modal rodoviário.

O custo do transporte é parte fundamental na formação do preço dos bens, por isso a baixa qualidade da infraestrutura de transporte impacta diretamente na sociedade de forma geral.

Agora, com o advento da paralização dos caminhoneiros, o caos em nosso país está instalado literalmente; toda população perde com isso, somos mais uma vez penalizados pela falta de políticas públicas de governo, referente à política de preços praticados pela Petrobras e modelo de exportação do petróleo.

Esta política nefasta, através da prática de preços do barril de petróleo e a alta do dólar, acabaram escancarando uma série de gargalos e problemas setoriais, que acabaram desencadeando na greve dos caminhoneiros.

A partir de 2017, com a política da Petrobras de acompanhar a oscilação internacional dos preços do petróleo levou a um aumento acumulado de 55% no valor dos combustíveis no Brasil ao seguir a variação internacional de preços do petróleo.

O governo, na tentativa de encontrar um culpado para esta séria crise de desabastecimento total de produtos, em função da justa greve dos caminhoneiros, hoje dia 26 de maio de 2018, completaram seis dias de bloqueios em: rodovias federais, estaduais e até municipais.

Diante do caos instalado, o governo tenta de todas as formas encontrar culpados para justificar esta crise que se espalha por todo país, deixando um rastro de insegurança e descredito, em nossos governantes.

Governo este, que no afã de se safar, tenta agora, atribuir esta paralização a utilização do locaute pelas empresas de transporte durante o movimento dos caminhoneiros.

Definição de locaute “É a recusa por parte da entidade patronal em ceder aos trabalhadores os instrumentos de trabalho necessários para sua atividade”, esta é uma tentativa de esvaziar o movimento dos caminhoneiros.

Infelizmente, vivemos hoje, dias de Venezuela ao inverso, ou seja, temos riquezas abundantes, somos autossuficientes em tudo; só que hoje, em função da paralisação dos caminhoneiros, vivemos uma situação atípica, com falta de combustíveis nos postos, inicia-se um desabastecimento nos mercados, supermercados, feiras, empórios e por ai vai.

O que é mais triste nisso tudo é saber, que algumas pessoas aproveitam da situação para majorar preços, elevando-os a patamares estratosféricos, penalizando as pessoas que precisam desses produtos para sobreviver.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)



AVALIE:
0
0
0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

FECHAR
Mato Grosso Notícias © 2018 - Todos os direitos reservados