Quarta, 20 de setembro de 2017, 14h00
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Política / Fabris preso

AL aguarda posição do STF para decidir se vota ou não pela revogação de prisão

As declarações são de membro da Comissão de Ética da Casa de Leis, deputados Allan Kardec (PT) e do presidente da legislatura Eduardo Botelho (PSB), durante entrevista na rádio Capital FM, nesta quarta-feira (20)

A Assembleia Legislativa aguarda uma posição do Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se devem votar ou não pela revogação da prisão do deputado estadual afastado Gilmar Fabris (PSD)


As declarações são de membro da Comissão de Ética da Casa de Leis, deputados Allan Kardec (PT) e do presidente da legislatura Eduardo Botelho (PSB), durante entrevista na rádio Capital FM, nesta quarta-feira (20).


“O ministro do STF, Luiz Fux, fez uma comunicação alegando jurisprudência de uma outra Casa de Leis onde membros estariam também envolvidos em uma situação semelhante, causando, então, essa impossibilidade de fazer essa revogação na AL no atual momento. Fica impedido de fazer votação”, disse Kardec.

 

De acordo com Botelho, após a reunião do Colégio de Líderes, foi encaminhado uma petição para o STF, por entender que o caso é dúbio.


“O rito é simples. Vai para Comissão de Ética analisa e dá um parecer que vai ao plenário. Lá a defesa dele vai fazer uma explanação e depois os deputados votam. É uma sessão simples ordinária, não é nem em uma sessão especial. Ela entra na ordem do dia e um projeto como qualquer um. Não há nada de constrangedor em a AL decidir isso. O problema é que nós precisamos saber se podemos ou não votar. É dúbio isso. Porque um diz uma coisa outro diz outra coisa. Nós mandamos para o STF e deve manifestar se podemos votar ou aguardar a decisão que tomamos no colegiado”, pontuou Botelho.


A sessão para votação é prevista na Constituição Estadual.

 

Fabris se entregou na sexta-feira (15) na sede da Polícia Federal em Cuiabá.

 

Com a deflagração da operação Malebolge, agentes da PF realizaram busca e apreensão no apartamento do parlamentar.

 

Porém, Gilmar Fabirs não estava em sua residência e foi expedido um mandado de prisão por obstrução de provas.

 

Isso porque, consta no documento, que ele sabia da operação e teria levado documentos antes da chegada da PF.

 

O parlamentar estava em viagem cumprindo agenda política em Rondonópolis.

 

O vice-presidente da AL foi gravado pelo ex-chefe de gabinete Silvio Cesar Correa, onde aparecia em vídeo falando sobre a quantia de dinheiro, supostamente de propina que iria receber.

Isso é o que consta na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Operação Malebolge

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na última quinta-feira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Tribunal de Contas do Estado, na residências do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) e de deputados estaduais da atual legislatura e passadas, durante a deflagração da Operação Malebolge.

 

A operação é um desdobramento da Ararath e de acordo com informações preliminares, pode ter relação com a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

Além disso, a PF fez buscas no apartamento de Maggi, em Brasília. E também na sede da Amaggi, em Cuiabá.

 

Participaram da ação 270 pessoas dentre policiais federais e membros do MPF, nos seguintes municípios: Cuiabá/MT, Rondonópolis/MT, Primavera do Leste/MT, Araputanga/MT, Pontes e Lacerda/MT, Tangará da Serra/MT, Juara/MT, Sorriso/MT, Sinop/MT, Brasília/DF e São Paulo/SP.



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