Segunda, 18 de setembro de 2017, 15h36
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Política / contra prefeito

CPI vai ajudar aplicar as devidas providências

“Quanto mais o tempo passa, mais difícil fica para tomar as devidas providências”, disse o procurador-geral



O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Mauro Curvo, afirmou que a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito Emanoel Pinheiro vai contribuir para que a Justiça tome providências sobre o caso.

 

“Quanto mais o tempo passa, mais difícil fica para tomar as devidas providências”, disse o procurador-geral, durante reunião realizada no final da tarde dessa quinta-feira (14-09) com uma comissão de vereadores da Câmara de Cuiabá.

 

Segundo Curvo, ocorrendo a CPI, possíveis provas colhidas durante a CPI poderão ser anexadas ao processo judicial, podendo dar mais celeridade na ação. “Nós do Ministério Público temos que aguardar o desmembramento do processo. Não podemos agir somente com o que foi vazado para imprensa. Já a Câmara pode agir de imediato, com base nessas imagens. E as provas que forem colhidas na CPI poderão contribuir no andamento do processo”, disse Curvo.

 

O procurador-geral explicou aos parlamentares que não vê impedimento para a instauração da CPI, que caso alcance mais duas assinaturas, deverá apurar a conduta ética do então prefeito Emanuel Pinheiro, que foi citado em deleção premiada do ex-governador do Estado, Silval Barbosa, tendo vídeo divulgado em rede nacional recebendo maços de dinheiro provenientes de esquema sistematizado de propina à época que esteve deputado estadual.

 

O vereador Abilio Junior (PSC) indagou o procurador-geral sobre a necessidade de a Câmara Municipal instaurar a CPI.

 

“O Ministério Público tem sua esfera de trabalho, no formato técnico. A Câmara tem a esfera política-administrativa, que não depende de ficar aguardando o compartilhamento das ações do Ministério Público ou da Justiça. Pois os vídeos da delação do Silval já estão disponíveis, e nós vereadores já podemos discutir e apurar de imediato a conduta do prefeito”, disse Abilio, que foi corroborado pelo procurador, ao dizer que “é totalmente viável essa colocação”.

 

“Não tem como eu ficar observando com passividade e jogando a responsabilidade somente ao Ministério Público e à Justiça. Nós também somos um poder, somos representantes do povo. Não podemos deixar que o Ministério Público faça a parte dele e nos colocarmos com espírito de pequenez, de impotente, coisa que não somos”, enfatizou Abilio, reiterando a fala do procurador-geral, que afirmou que os parlamentares têm o poder para iniciar o trabalho o quanto antes.

 

“O tempo joga contra a sociedade”, concluiu Mauro Curvo.



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