Domingo, 05 de junho de 2011, 12h57
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Política / PRESSÃO

Greves assombram o início de mandato de Silval

O caos na administração pública de Mato Grosso, que começou principalmente na saúde, se estendeu a vários outros segmentos e as greves já atingiram a educação nas esferas municipal, estadual e federal, além da paralisação da Polícia Civil, que também começou na semana passada.


O governador Silval Barbosa (PMDB) se mostrou preocupado com a situação e, para evitar uma paralisação total nos serviços públicos, decidiu tomar algumas providências. “Chamei o secretário Cesar Zílio (Planejamento) e pedi que ele converse com as categorias da educação. Eles pedem um aumento de 15%, mas só podemos trabalhar com 10%”, explicou.


Com o aumento de 15%, conforme pedem os professores da rede Estadual, os salários chegariam ao piso nacional, de R$ 1.322,00. No entanto, com o aumento proposto pelo governo, de 10%, os professores passariam a receber R$ 1.258,00. A greve da categoria começa nesta segunda-feira (06).


Em Cuiabá e Várzea Grande, principais cidades do Estado, o caos na educação já se instalou. Todas as escolas estão em greve e aguardam a possibilidade de negociar um aumento salarial que também alcance o piso nacional, mas ainda não foram recebidos pelas Prefeituras. E, para fechar o ciclo, os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também deflagraram greve na quinta-feira (02).


Os escrivães da Polícia Civil do Estado também paralisaram as atividades nesta sexta-feira (03) e poderão entrar em greve por tempo indeterminado caso suas reivindicações não sejam atendidas. Eles brigam por reajuste salarial, que seja compatível com as atividades que desempenham; remuneração adequada por horas extras; maior efetivo e equipamentos e infraestrutura para trabalharem.


Silval Barbosa informou ao Mato Grosso Notícias que já existe uma negociação em andamento com o Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais (Siagespoc). “Está em andamento e vamos dar continuidade até chegar num consenso”, disse apenas.


Na saúde, a esperança do governador é que os planos do secretário Pedro Henry (PP) dêem certo com a contratação de Organizações Sociais para a administração de hospitais. O Pronto Socorro de Cuiabá tem problemas de infraestrutura, pessoal e administração e já se tornou foco de reportagens nacionais.


O Pronto Socorro de Várzea Grande já teve parte do prédio interditada pelas péssimas condições prediais e de equipamentos, além da falta de pessoal, que também alegam ser mal pagos.


Além da capital e de Várzea Grande, vários municípios do interior também enfrentam problemas para atendimentos médicos. O caso mais relevante é o de Sinop, em que um hospital foi repassado ao governo para que pudesse passar a atender, mas continua de portas fechadas, enquanto os pacientes são trazidos para Cuiabá, onde os serviços já estão em decadência.


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