Segunda, 25 de abril de 2011, 08h56
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Política / LIDERANÇA

Júlio pode assumir cargo alto no diretório nacional do DEM

Considerado o maior líder do Democratas ao lado do irmão Jaime, o deputado federal Júlio Campos não deve trocar a sigla pelo recém-fundado PSD, como muitos previam. Isso porque a sinalização de que o partido será criado em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (ainda no PP), o convenceu a permanecer no DEM, uma vez que num partido novo seriam poucos índios para dois grandes caciques. Além disso, a promessa é de que ele ocupe um alto posto na nova configuração da Executiva Nacional.


Atualmente, a presidência da Executiva Nacional é ocupada pelo senador José Agripino Maia (RN), reeleito senador nas eleições passadas. No entanto, o parlamentar deve deixar a vaga nas próximas eleições internas, previstas para acontecer em setembro, abrindo a chance de Júlio assumir o comando nacional da sigla. Mas, para isso, seu irmão, o senador Jaime Campos, terá de deixar o posto de primeiro-secretário do DEM.


Político histórico, o parlamentar tem uma longa trajetória no partido, iniciada no Arena (66-79), passando pelo PDS (80-93) e PFL (85-07) até chegar ao DEM em sua formação atual. E, assim como ocorreu nas eleições 2007, quando a sigla amargou um resultado pífio nas urnas e acabou passando por um processo de reestruturação que culminou na refundação do PFL, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, decidiu debandar, aproveitando uma brecha na legislação eleitoral no que tange à fidelidade partidária.


Contudo, o deputado federal chegou a conversar recentemente com Kassab, mas não foi convencido pelo dissidente a mudar para o novo partido, que congrega membros do DEM, PSDB, PPS e PSB. “O Júlio ligou para o Kassab, mas no papel de liderança partidária e não no intuito de segui-lo. O Gilberto é um menino e o Júlio um senhor na política. Experiência que irá lhe render um cargo na Executiva Nacional, na próxima eleição interna”, assegurou o presidente regional do Democratas, Oscar Ribeiro.


Júlio Campos é considerado uma das maiores lideranças políticas do Estado, ocupando os cargos de prefeito da segunda maior cidade do Estado, Várzea Grande, de deputado federal, governador do Estado e senador da República. Assim, as especulações sobre sua ida ao PSD geraram uma grande expectativa na sigla. Muitos democratas chegaram a preparar suas malas, diante da hipótese. Ele foi procurado pela reportagem para comentar a afirmação de Oscar, mas não foi localizado.


“A debandada encabeçada pelo Kasab não deve surtir efeito no DEM. Isso porque nossas grandes lideranças estão firmes, coesas. É claro que existem alguns vereadores que sinalizaram interesse, mas estamos fazendo um trabalho de dissuasão. Continuaremos sendo o maior partido do Estado e vamos lutar para lançar candidatos a prefeitos e vereadores nos 141 municípios, no ano que vem”, pontuou Ribeiro.


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