Terça, 31 de maio de 2011, 11h34
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Política / VENDIDO

Lúdio acusa grupo de Abicalil e Ságuas de deixar o PT de joelhos

O vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral, filiado ao PT há mais de 13 anos, está indignado com a decisão do partido de suspendê-lo pelo período de seis meses, por suposta infidelidade partidária. Lúdio, que já havia apresentado seu projeto de candidatura a prefeito da capital tanto para a sigla, quanto para a sociedade, disse que tudo não passa de uma manobra para impedi-lo de se candidatar. “O plano é deixar o PT de joelhos a outros partidos como PMDB, PR e PSD para que eles lancem seus candidatos através de nós”, afirmou.


Logo após a decisão da executiva estadual que suspendeu Lúdio por seis meses, a ex-senadora Serys Slhessarenko por um ano, e a ex-deputada Verinha Araujo por três meses, o deputado federal Ságuas Moraes, que votou contra a suspensão de todos, afirmou que Lúdio não estará impedido de se candidatar. “Ele só não poderá votar em assuntos internos do partido”, explicou.


No entanto, para o vereador, a palavra de Ságuas não vale nada. “No atual contexto do PT, a palavra de Ságuas e nada são a mesma coisa. Ele e o campo político encabeçado pelo Carlos Abicalil (ex-deputado federal) só quer subordinar o PT a projetos de outros partidos”.


Para ele, Ságuas, ao assumir a presidência do PT estadual, inclusive com seu voto, se concentrou em piorar a fragilidade em que o partido ficou após as eleições de 2010, com a “briga” entre Serys e Abicalil. “Eu votei no Ságuas para assumir o partido e ele assumiu a tarefa de acirrar a disputa dentro do PT. Só assumiu a derrota e a fragilidade do PT. É duro, mas é fato reconhecer esse comportamento negativo”, indignou-se o petista.


Lúdio diz que está passando por insegurança jurídica, o que prejudica sua atuação como vereador e seus planos para a Prefeitura de Cuiabá em 2012. “A decisão de me suspender das atividades partidárias, só de gerar dúvida, já produz prejuízos. De que atividades eu estou suspenso, afinal? Meu mandato é uma atividade partidária. Minha fala na tribuna é atividade partidária. Essa parcela que dirige o partido só impede um militante do PT, um parlamentar, de exercer a sua prerrogativa”, acusou.


Lúdio, assim como Serys e Verinha, ainda têm esperança de ver a decisão anulada quando a Executiva Nacional analisar o caso. “Todo esse processo se caracterizou como um tribunal de exceção, carregado de erros e vícios. Foi maldade processual. Meu recurso será protocolado hoje à tarde, pedindo o efeito suspensivo da decisão estadual. Dia 02 de junho a executiva tem que se posicionar”, explicou.
 


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