Quinta, 02 de junho de 2011, 14h33
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Política / BRASÍLIA

Ministro: situação de Palocci é delicada e ele falará em público

O ministro-chefe da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu nesta quinta-feira que a situação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, é "delicada". Após participar do lançamento do programa Brasil Sem Miséria, no Palácio do Planalto, ele disse que a própria presidente Dilma Rousseff defendeu que o ministro desse explicações públicas. Conforme relato de Carvalho, as explicações sobre a multiplicação por 20 de seu patrimônio nos últimos anos serão feita de forma pública e "em breve".

"(A situação) é (delicada), mas ele continua firme. Ele vai fazer explicações públicas. Muito em breve ele vai fazer explicações públicas. Está tudo acertado. Ele vai falar muito brevemente", explicou o ministro da Secretaria-geral. "Ela (Dilma) não pediu para esperar passar essa crise. Ela falou com ele que era importante que ele falasse. Ele está aguardando o momento adequado", afirmou.

O ministro não confirmou se os argumentos para o crescimento patrimonial serão ou não expostos no Congresso Nacional. Nesta quarta, a bancada oposicionista conseguiu aprovar a convocação de Antonio Palocci na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), disse que irá analisar e decidir até terça-feira a validade da votação que confirmou o depoimento obrigatório do ministro aos parlamentares.

"As crises são importantes. A gente enfrenta com maturidade, muitas vezes com dificuldades, mas nós não perdemos nosso norte. Esse evento de hoje (lançamento do programa Brasil Sem Miséria) mostra que o governo não parou. A crise para nós tem um peso, uma importância, mas é muito relativa", disse Gilberto Carvalho.

A crise envolvendo Antonio Palocci, um dos principais ministros do governo Dilma, começou após a revelação de que seu patrimônio multiplicou 20 vezes nos últimos quatro anos, período em que atuou como consultor, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Na sequência de suspeitas, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) relatou que Palocci teria confirmado que ganhou R$ 1 milhão assessorando um processo de fusão de empresas no setor privado.

Na quarta, a oposição conseguiu aprovar um requerimento para que Palocci preste esclarecimentos sobre o aumento do seu patrimônio na Comissão de Agricultura da Câmara. O governo reagiu e classificou a votação de "golpe da oposição". No início da noite, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), decidiu suspender a convocação até que ele analise os vídeos produzidos na controversa sessão e converse com o presidente da comissão. Ele se pronunciará sobre o caso na próxima terça-feira.


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