Quarta, 19 de abril de 2017, 13h30
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Política / CITADO NA LAVA JATO

Procurador aposentado se diz espantado com acusações e nega recebimento de propina

A declaração foi feita durante entrevista na rádio Capital FM, nesta quarta-feira (19)



O procurador aposentado, João Virgílio do Nascimento, disse ter ficado espantado com a acusação que pesa contra ele, de que teria recebido propina por parte da Odebrecht, para trabalhar e acelerar uma comissão com intuito de que a empresa recebesse valores decorrentes de dívidas contraidas pelos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 

A declaração foi feita durante entrevista na rádio Capital FM, nesta quarta-feira (19).

 

“Infelizmente essa acusação me chegou de forma bastante espantosa, uma vez que realmente trabalhei nessa comissão e essa foi constituída primeiramente com uma estrutura de Alexandre Cesar que era o presidente até 2006, quando se candidatou a deputado estadual e afastou da função. Essa comissão tinha como objetivo a dependência do pagamento e ressarcimento por parte de Mato Grosso do Sul e da União que não vinha pagando, ou seja, havia congelado valores desde a época do governador Jaime Campos. Os valores eram em face de que a folha havia aumentado periodicamente e nós tivemos um levantamento e fizemos esse preço alegando que a gente queria que cumprisse a parte dela e como ente federativo na sua legislação da divisão dos Estados para que efetuasse o pagamento. Essa comissão andou no primeiro momento e recebeu vários deferimentos que na gestão do Jaime já tinha feito um acordo, este que não podia sofrer reajuste. Em face disso não concordamos. A Procuradoria da Fazenda Nacional deu um parecer indeferindo, nós entramos com terceiro recurso e conforme a lei permite este fato. O que me causa estranheza é que a comissão praticamente encerrou em 2006”, disse.

 

Quanto ao valor em questão, o procurador aposentado se limitou a falar.

 

“Na época era o valor de quase R$ 300 milhões. O Estado fez o levantamento de que Mato Grosso e Mato Grosso do Sul seriam contemplados. Porque nesse caso a União não vinha cumprindo. Causa-me estranheza porque alguém vai receber dinheiro da União que não tem nada a ver com a construtora. Porque esse recurso não tinha que pagar construtora”, pontuou.

 

Virgílio reafirmou que o recurso não se destinou ao pagamento da empresa.

 

“Posso falar em datas cronológicas que ele relatou. Aconteceram as reuniões e nós já estávamos fazendo um estudo sobre isso não era um assunto novo. Esse recurso não se destinou ao pagamento da Odebrecht. Não tinha essa definição. Não poderia e nem foi feito. Os pagamentos das construtoras foi de um programa de recuperação que a própria União e o Tesouro mandou fazer”, finalizou.

 

Entenda o caso 

 

João Virgilio teve o nome envolvido na Operação Lava Jato após os delatores João Antônio Pacífico e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto citarem, além dele, o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), o ex-secretário de Estado Eder Moraes, o procurador aposentado Francisco Lima, o Chico Lima e demais agentes públicos no escandalo de ter recebido repasses de R$ 12 milhões ppor meio do grupo Odebrecht.


Virgílio foi procurador-geral do Estado na época em que Maggi esteve no governo.

 

De acordo com as investigações da operação da Polícia Federal, o Setor de Operações Estruturadas era responsável pelo pagamento de propina a políticos.

O valor de R$ 12 milhões propiciaria a empreiteira o recebimento de crédito que detinha com o governo de Mato Grosso por obras realizadas. A propina fazia parte de um acordo para que o Estado pagasse uma dívida antiga com a construtora de aproximadamente, sendo que, em troca, a Odebrecht deveria dar um “retorno” para colaborar com a campanha de reeleição de Maggi, em 2006.

 



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